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Compactado em uma área de 140 hectares, nos fundos da Baía de Guanabara, em Duque de Caxias (Rio de Janeiro), o Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho é o maior da América Latina. Sua Estação de Tratamento de Efluentes transforma, atualmente, 960 m³ por dia de chorume (líquido proveniente do lixo) em água – sua capacidade total é para tratamento de 2.000 m³ – num dos mais modernos e sofisticados programas de recuperação sanitária e ambiental do Brasil. Na plataforma, de 55 metros de altura e 7 metros abaixo do nível do mar, foram perfurados 250 poços para captação de gás distribuídos em 30 quilômetros de tubulações até chegar na Usina de Biogás, que produz entre 18 e 20 mil m³ de gás por hora, evitando o despejo na atmosfera de aproximadamente 1 milhão de toneladas de CO2 equivalente por ano. O engenheiro João Francisco Bittencourt, diretor da J. Malucelli Construtora de Obras, empresa paranaense sócia da Novo Gramacho, explica que o destino final do lixo sempre foi um dilema para as grandes cidades e o aterro surgiu como opção viável para solucionar esse problema. “No Jardim Gramacho temos todo um plano de ação voltado para o seu desenvolvimento, que busca atender as demandas nas áreas da educação, programas sociais e condições de vida, além de geração de trabalho e renda”, disse, ao informar que, embora não seja um trabalho saudável, a reciclagem do lixo é feita por 1.300 trabalhadores cadastrados com turno de 24 horas. Cada pessoa ganha, em média, R$ 60,00 por dia. Em junho deste ano, a Novo Gramacho Energia Ambiental começou a operar a usina de biogás do Aterro Metropolitano, com capacidade para produzir 160 milhões de m³ de biogás por ano, como resultado da decomposição de matéria orgânica do lixo. A energia gerada com a produção de biogás será equivalente à de gás natural consumida pelas residências na cidade do Rio de Janeiro e em Duque de Caxias. O projeto, conforme Bittencourt, é o maior do Brasil em redução das emissões de gases de efeito estufa e o maior do mundo em crédito de carbono. Com a aprovação da ONU, a estimativa é de obter 10 milhões de créditos de carbono em 15 anos de atividades.
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